sábado, 7 de agosto de 2010

Dream, dream, dream

Quando eu era só uma uma menininha, com idade para ler só contos infantis de garotas que queriam ganhar um par de asas, sonhava com uma vida de casinha de bonecas. Casar, ter filhos e envelhecer rodeada de crianças e cheirinho de naftalina. Mas quando eu me dava conta do real significado daquele "sonho" eu me assustava, porque eu tinha medo que ele realmente chegasse um dia.
Veio aquele primeiro amor, com cheiro de tempestade de verão e eu realmente me apavorei. Já era o primeiro passo, afinal após me apaixonar eu deveria começar a planejar "aquilo", sabe né, com quantos anos me casar e quantos filhos iria querer ter com o sortudo escolhido. Eu , aos 14 anos tive meu primeiro surto, sentia meu estômago saltar e um leve enjoo sempre que me ocorria. Não havia o que temer, se todo mundo sonha com isso, sobrevive e é feliz assim então qual era o meu problema?
Foi então que me dei conta, não em seguida, mas só quando o amor passou, que se todo aquele plano comum me mortificava era porque esse sonho não era meu, não me pertencia. Eu tinha um sonho emprestado e que nem sequer me servia! Nós não devemos temer nossos sonhos, uma vez que eles deveriam ser do nosso tamanho e optar por vivê-los, simplesmente natural. Crescer é gratificante, passamos a nos conhecer e a eliminar ideias que nossos pais, familiares plantam em nossas mentes. Conhecer verdadeiramente seu sonho, é o primeiro passo para desejar uma vida feliz apesar dos tropeços, dos machucados adquiridos e da grande escalada que é viver.
Meus doces sonhos talvez não incluam marido e filhos e tenham mais a ver com as minhas conquistas, que planejei pra mim. Mas isso não me impede de esperar por um cara, que me tiraria o ar, só que neste caso ele não precisará construir um castelo pra mim. Ele pode ser perfeito e ter saído de um conto-de-fadas, mas meu castelo já foi construído inteiramente por mim.