Preciso deixar 2011 ir em paz. Ele foi o que tinha que ser, o que tinha que representar pra mim ou você e enfim ele se foi.
Mas para 2012 eu quero ser menos você e voltar a ser eu. Pra isso eu preciso querer menos você e controlar meus passos que teimam em seguir os teus e seguir o meu caminho.
E eu acredito que haverá em 2012 um mundo melhor e nesse mundo melhor eu não precisarei tanto de você como agora e como foi em 2011.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Desfecho
Estou ensaiando pela 458956º vez o desfecho dessa história. E o ensaio só termina quando eu decidir, porque vai ser no final o verdadeiro começo.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Malas
Alguns meses longe se passaram e no decorrer deles eu já desisti, voltei atrás, desisti de novo , me revoltei contra você, senti o mais belo e puro afeto, desisti novamente e desisti de tentar desistir. Eu tenho um medo inexplicável de me expor , de me arriscar e cair de novo. E por esse medo eu abriria mão do que de mais belo há em mim, faria as malas , viraria as costas para o mundo e ficaria escondida em um canto frio e só meu.
Mas conflitante há uma fé em mim, fé de quem acredita em contos-de-fadas, acredita em algo maior e inexplicável. A atração inexplicável que me faz apesar do medo, ainda permanecer aqui, por um olhar, um algo mais , que me faça desfazer as malas.
Mas conflitante há uma fé em mim, fé de quem acredita em contos-de-fadas, acredita em algo maior e inexplicável. A atração inexplicável que me faz apesar do medo, ainda permanecer aqui, por um olhar, um algo mais , que me faça desfazer as malas.
sábado, 30 de julho de 2011
Hora de Ficar Ou Partir
Todo esse tempo enganei a todos insistindo na estúpida ideia de que um jeito ou de outro te queria. Não consegui enganar a mim. Querer é muito pouco, pra intensidade do que eu sinto. Eu tentei ser prática, mas não deu. A praticidade mais uma vez é só uma máscara que visto para me desculpar ao mundo e justificar a falta de companhia em dias frios, chuvosos e quentes.
Quando cheguei até você, a máscara espatifou no chão e eu quis ficar mais alguns minutos para poder respirar, aproveitar a paisagem, olhar o céu o mais perto que já estive. Não me dei conta que já havia dado a hora de eu me decidir, se lutaria para correr o risco de cair muito alto ou se desceria por minha consciência.
Mas eu não decidi, eu não consigo decidir. Existe um padrão em minha vida: quanto mais perto, mais eu me machuco. Já estou esperando o padrão se apresentar, qual será dessa vez? Antecipo o adeus?
Nem meus amigos podem ajudar, eles não sabem a complicação do que eu jurei que seria simples virou na minha cabeça.
Meu coração inventa poesia enquanto minha mente espera mais uma desventura. Essa luta interna não tem fim, consome meus dias e me tira um pouco do brilho.
Mas de uma coisa fique tranquilo: independente da forma que isso terminar, se for com um "adeus" ou um "caminhe junte comigo" , eu jamais deixarei o que sinto por você mudar. Esse sentimento é meu, eu o fiz, eu o alimentei de ilusões, engoli as decepções e levarei para sempre comigo.
Quando cheguei até você, a máscara espatifou no chão e eu quis ficar mais alguns minutos para poder respirar, aproveitar a paisagem, olhar o céu o mais perto que já estive. Não me dei conta que já havia dado a hora de eu me decidir, se lutaria para correr o risco de cair muito alto ou se desceria por minha consciência.
Mas eu não decidi, eu não consigo decidir. Existe um padrão em minha vida: quanto mais perto, mais eu me machuco. Já estou esperando o padrão se apresentar, qual será dessa vez? Antecipo o adeus?
Nem meus amigos podem ajudar, eles não sabem a complicação do que eu jurei que seria simples virou na minha cabeça.
Meu coração inventa poesia enquanto minha mente espera mais uma desventura. Essa luta interna não tem fim, consome meus dias e me tira um pouco do brilho.
Mas de uma coisa fique tranquilo: independente da forma que isso terminar, se for com um "adeus" ou um "caminhe junte comigo" , eu jamais deixarei o que sinto por você mudar. Esse sentimento é meu, eu o fiz, eu o alimentei de ilusões, engoli as decepções e levarei para sempre comigo.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Leave It There
Se por você não fui capaz de mudar minha frieza, de derrubar o muro que montei ao meu redor. Por raios, então por quem então eu faria isso? Eu sei que é você, entende?! Eu sei que é você! Mas de que adianta minha certeza se você eu deixo que percorra todo o caminho para chegar até mim no escuro, sem a necessidade de eu dar nenhum outro passo na sua direção.
Quando era só a menininhaa do papai fui criada vendo magia em mundos de guerra, vendo cores no preto e branco, procurando um herói corajoso e destemido aonde haviam homens comuns. Tive que me reinventar, tirar o óculos 3D e ver "film noir" ao invés da realidade que encantava.
Tudo isso que passei e eu não tive a humildade de te dizer que eu não aprendi a agir quando alguém que eu quero me quer de volta, entendeu? Eu sinto apenas uma falta de ar ao pensar no final ruim que a história terá. Eu não sei dizer sim, eu não sei aproveitar os bons momentos ou sequer acreditar quando eles acontecem. Difícil tem sido aceitar que a culpa de tudo ter dado errado entre nós quando você me quis, foi minha. Covarde, orgulhosa, envolta por nuvens de paranóias e uma voz incessante: "vai acontecer, ele vai te quebrar como os outros"...
Haja julgamentos meus para aceitar e acreditar que me quebrei sozinha dessa vez...
Aqui Adele não para de cantar: "should i give up, or should i just keep chasing pavements? Even if leads it nowhere..." Ahhh Adele, você sabe, se não for ele , se eu desistir dele não haverá mais ninguém.
Quando era só a menininhaa do papai fui criada vendo magia em mundos de guerra, vendo cores no preto e branco, procurando um herói corajoso e destemido aonde haviam homens comuns. Tive que me reinventar, tirar o óculos 3D e ver "film noir" ao invés da realidade que encantava.
Tudo isso que passei e eu não tive a humildade de te dizer que eu não aprendi a agir quando alguém que eu quero me quer de volta, entendeu? Eu sinto apenas uma falta de ar ao pensar no final ruim que a história terá. Eu não sei dizer sim, eu não sei aproveitar os bons momentos ou sequer acreditar quando eles acontecem. Difícil tem sido aceitar que a culpa de tudo ter dado errado entre nós quando você me quis, foi minha. Covarde, orgulhosa, envolta por nuvens de paranóias e uma voz incessante: "vai acontecer, ele vai te quebrar como os outros"...
Haja julgamentos meus para aceitar e acreditar que me quebrei sozinha dessa vez...
Aqui Adele não para de cantar: "should i give up, or should i just keep chasing pavements? Even if leads it nowhere..." Ahhh Adele, você sabe, se não for ele , se eu desistir dele não haverá mais ninguém.
domingo, 19 de junho de 2011
Pense menos
Ironicamente eu venho aqui hoje para dizer: pense menos! Escreva menos! Aja mais!
Que em algum momento é preciso deixar a mulher destemida que deve existir por aí falar ao invés da garota estigmatizada que sofre com a síndrome do "já aconteceu antes" e a síndrome do " e se"....
A vida é uma escalada que não é feita só de tropeços, é preciso levantar-se mais forte e curar-se dos machucados para poder ir em frente. Se pararmos na única pedra que já nos fez cair, ralar o joelho e provocar dor jamais atingiremos o cume da montanha que por hora chamaremos de amor.
Ah o amor... ninguém sabe ao certo em que altura ele fica e quando o atinge às vezes nem o percebe e sucumbe aos atalhos. Deixa ele ir, deixa ele passar, já foram muitos curativos utilizados ao longo da escalada para aquele único tropeço que necessitou de cuidados especiais e que demorou para fechar. Pra quê correr o risco de se sujeitar a carregar mais uma marca? Ser obrigado a usar o último band-aid que restou e perder o que resta de proteção?
Mas agora pare e pense (por favor, pense rápido!) : e se for aquele que irá te curar definitivamente?
Que em algum momento é preciso deixar a mulher destemida que deve existir por aí falar ao invés da garota estigmatizada que sofre com a síndrome do "já aconteceu antes" e a síndrome do " e se"....
A vida é uma escalada que não é feita só de tropeços, é preciso levantar-se mais forte e curar-se dos machucados para poder ir em frente. Se pararmos na única pedra que já nos fez cair, ralar o joelho e provocar dor jamais atingiremos o cume da montanha que por hora chamaremos de amor.
Ah o amor... ninguém sabe ao certo em que altura ele fica e quando o atinge às vezes nem o percebe e sucumbe aos atalhos. Deixa ele ir, deixa ele passar, já foram muitos curativos utilizados ao longo da escalada para aquele único tropeço que necessitou de cuidados especiais e que demorou para fechar. Pra quê correr o risco de se sujeitar a carregar mais uma marca? Ser obrigado a usar o último band-aid que restou e perder o que resta de proteção?
Mas agora pare e pense (por favor, pense rápido!) : e se for aquele que irá te curar definitivamente?
domingo, 29 de maio de 2011
Determinação ou cegueira?
Dessa vez eu estou determinada a te ter ou mais uma vez só estou bancando a cega igual a menina que contemplava princesas de contos de fadas que escapavam de uma vida maçante com um príncipe que as envolvia em sua capa de proteção?
A minha mente é obcecada por comparações e com você eu tenho medo de me perder outra vez, me deixar levar sozinha, sem você pra me acompanhar nessa aventura que preferimos chamar de vida. Ao mesmo tempo queria mudar o que passei, queria uma história diferente daquela que tenho medo de repetir com você.
E agora eu estou aqui, sentada em um muro de aflição e desconforto, esperando um milagre e você dar um passo definitivo em minha direção, para que eu possa segui-lo. Eu não me importo com o que vi, com o que você fez e eu esperarei se souber que no final restará você, que ironicamente eu sempre quis desde o começo.
Eu poderia te mostrar meus textos e te ajudar nessa decisão, mas aqui nesse espaço eu me dou ao luxo de não existir, só pra pensar e falar de você.
Entende? Eu já sinto, mas só demonstrarei se você demonstrar, nesse meio-tempo eu espero, pra um dia ter você bem aqui.
Ps.: Para ler ouvindo Robyn "Dancing On My Own"
A minha mente é obcecada por comparações e com você eu tenho medo de me perder outra vez, me deixar levar sozinha, sem você pra me acompanhar nessa aventura que preferimos chamar de vida. Ao mesmo tempo queria mudar o que passei, queria uma história diferente daquela que tenho medo de repetir com você.
E agora eu estou aqui, sentada em um muro de aflição e desconforto, esperando um milagre e você dar um passo definitivo em minha direção, para que eu possa segui-lo. Eu não me importo com o que vi, com o que você fez e eu esperarei se souber que no final restará você, que ironicamente eu sempre quis desde o começo.
Eu poderia te mostrar meus textos e te ajudar nessa decisão, mas aqui nesse espaço eu me dou ao luxo de não existir, só pra pensar e falar de você.
Entende? Eu já sinto, mas só demonstrarei se você demonstrar, nesse meio-tempo eu espero, pra um dia ter você bem aqui.
Ps.: Para ler ouvindo Robyn "Dancing On My Own"
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Parada Obrigatória
Seria muito mais fácil se enquanto eu me congelasse e esperasse por um sinal para qual direção seguir o mundo parasse junto comigo. Mas não, ele segue girando e querendo me levar junto com ele.
As pessoas julgam a falta de ação dizendo sempre: "isso só pode ser depressão". Uma ligeira tristeza de viver, talvez... Depressão não. Uma falta momentânea de combustível, também. Mas isso passa, eu sei que vai passar. A montanha-russa da vida desce, mas eu entendo que uma hora ela terá que subir.
Todo mundo está doido para definir nossos momentos, não sabem o que sentimos, não podem julgar. Não são o que sinto, não são o que penso e consigo prever pra mim daqui pra frente. Seria como se eu imobilizasse um dedo devido a um machucado minúsculo, que todos já sofreram, mas que cada um o tratou de forma diferente.
Agora, enquanto a vida passa à minha frente, eu prefiro virar o rosto para o outro lado, até saber o que vale realmente a pena para eu me agarrar. Direito meu inalienável para errar o menos possível, nesse caminho tortuoso pelo qual tenho insistindo em machucar meus pés. Em algum momento eles me pediriam descanso, uma interrupção em meio a tantas decepções, a tantas mudanças de prioridades e objetivos não-concretizados.
Até quando eu me sentir segura para pisar de novo, de preferência na elegância de um salto alto, e enfrentar o que está vindo e continuará a vir permanecerei nessa considerada não-vida em pura reflexão de mim sobre mim, sem jamais consultar ninguém mais além de meu coração, mente e corpo.
As pessoas julgam a falta de ação dizendo sempre: "isso só pode ser depressão". Uma ligeira tristeza de viver, talvez... Depressão não. Uma falta momentânea de combustível, também. Mas isso passa, eu sei que vai passar. A montanha-russa da vida desce, mas eu entendo que uma hora ela terá que subir.
Todo mundo está doido para definir nossos momentos, não sabem o que sentimos, não podem julgar. Não são o que sinto, não são o que penso e consigo prever pra mim daqui pra frente. Seria como se eu imobilizasse um dedo devido a um machucado minúsculo, que todos já sofreram, mas que cada um o tratou de forma diferente.
Agora, enquanto a vida passa à minha frente, eu prefiro virar o rosto para o outro lado, até saber o que vale realmente a pena para eu me agarrar. Direito meu inalienável para errar o menos possível, nesse caminho tortuoso pelo qual tenho insistindo em machucar meus pés. Em algum momento eles me pediriam descanso, uma interrupção em meio a tantas decepções, a tantas mudanças de prioridades e objetivos não-concretizados.
Até quando eu me sentir segura para pisar de novo, de preferência na elegância de um salto alto, e enfrentar o que está vindo e continuará a vir permanecerei nessa considerada não-vida em pura reflexão de mim sobre mim, sem jamais consultar ninguém mais além de meu coração, mente e corpo.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Esperança
Esperança, palavra que atrai e que trai. Principalmente em início de ano, início de um possível novo capítulo. Vontade de recomeçar , de ter uma nova chance, de novos planos e resoluções a se cumprir.
Esperança é meu calcanhar de Aquiles. No meu dicionário particular virou sinônimo de expectativa, promessa não cumprida, projeto não realizado, meta não concretizada.
Sempre que a esperança ganha vida, junto com ela vem o sinal vermelho de alerta "perigo de dor".
Talvez em 2011 eu possa tentar não deixar o lado pessimista me dominar, mas um pouco de esperança é sempre uma leve brisa que vem antes da tempestade.
Esperança é meu calcanhar de Aquiles. No meu dicionário particular virou sinônimo de expectativa, promessa não cumprida, projeto não realizado, meta não concretizada.
Sempre que a esperança ganha vida, junto com ela vem o sinal vermelho de alerta "perigo de dor".
Talvez em 2011 eu possa tentar não deixar o lado pessimista me dominar, mas um pouco de esperança é sempre uma leve brisa que vem antes da tempestade.
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