Seria muito mais fácil se enquanto eu me congelasse e esperasse por um sinal para qual direção seguir o mundo parasse junto comigo. Mas não, ele segue girando e querendo me levar junto com ele.
As pessoas julgam a falta de ação dizendo sempre: "isso só pode ser depressão". Uma ligeira tristeza de viver, talvez... Depressão não. Uma falta momentânea de combustível, também. Mas isso passa, eu sei que vai passar. A montanha-russa da vida desce, mas eu entendo que uma hora ela terá que subir.
Todo mundo está doido para definir nossos momentos, não sabem o que sentimos, não podem julgar. Não são o que sinto, não são o que penso e consigo prever pra mim daqui pra frente. Seria como se eu imobilizasse um dedo devido a um machucado minúsculo, que todos já sofreram, mas que cada um o tratou de forma diferente.
Agora, enquanto a vida passa à minha frente, eu prefiro virar o rosto para o outro lado, até saber o que vale realmente a pena para eu me agarrar. Direito meu inalienável para errar o menos possível, nesse caminho tortuoso pelo qual tenho insistindo em machucar meus pés. Em algum momento eles me pediriam descanso, uma interrupção em meio a tantas decepções, a tantas mudanças de prioridades e objetivos não-concretizados.
Até quando eu me sentir segura para pisar de novo, de preferência na elegância de um salto alto, e enfrentar o que está vindo e continuará a vir permanecerei nessa considerada não-vida em pura reflexão de mim sobre mim, sem jamais consultar ninguém mais além de meu coração, mente e corpo.
Gosto muito do que vc escreve, mas notei que é um escrever bissexto, não?? Deixei há muito tempo um comentário nesta página, e nunca li resposta... mas te sigo desde então...
ResponderExcluir