domingo, 29 de maio de 2011

Determinação ou cegueira?

Dessa vez eu estou determinada a te ter ou mais uma vez só estou bancando a cega igual a menina que contemplava princesas de contos de fadas que escapavam de uma vida maçante com um príncipe que as envolvia em sua capa de proteção?
A minha mente é obcecada por comparações e com você eu tenho medo de me perder outra vez, me deixar levar sozinha, sem você pra me acompanhar nessa aventura que preferimos chamar de vida. Ao mesmo tempo queria mudar o que passei, queria uma história diferente daquela que tenho medo de repetir com você.
E agora eu estou aqui, sentada em um muro de aflição e desconforto, esperando um milagre e você dar um passo definitivo em minha direção, para que eu possa segui-lo. Eu não me importo com o que vi, com o que você fez e eu esperarei se souber que no final restará você, que ironicamente eu sempre quis desde o começo.
Eu poderia te mostrar meus textos e te ajudar nessa decisão, mas aqui nesse espaço eu me dou ao luxo de não existir, só pra pensar e falar de você.
Entende? Eu já sinto, mas só demonstrarei se você demonstrar, nesse meio-tempo eu espero, pra um dia ter você bem aqui.


Ps.: Para ler ouvindo Robyn "Dancing On My Own"

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Parada Obrigatória

Seria muito mais fácil se enquanto eu me congelasse e esperasse por um sinal para qual direção seguir o mundo parasse junto comigo. Mas não, ele segue girando e querendo me levar junto com ele.

 As pessoas julgam a falta de ação dizendo sempre: "isso só pode ser depressão". Uma ligeira tristeza de viver, talvez... Depressão não. Uma falta momentânea de combustível, também. Mas isso passa, eu sei que vai passar.  A montanha-russa da vida desce, mas eu entendo que uma hora ela terá que subir.
Todo mundo está doido para definir nossos momentos, não sabem o que sentimos, não podem julgar. Não são o que sinto, não são o que penso e consigo prever pra mim daqui pra frente. Seria como se eu imobilizasse um dedo devido a um machucado minúsculo, que todos já sofreram, mas que cada um o tratou de forma diferente.
Agora, enquanto a vida passa à minha frente, eu prefiro virar o rosto para o outro lado, até saber o que vale realmente a pena para eu me agarrar. Direito meu inalienável para errar o menos possível, nesse caminho tortuoso pelo qual tenho insistindo em machucar meus pés. Em algum momento eles me pediriam descanso, uma interrupção em meio a tantas decepções, a tantas mudanças de prioridades e objetivos não-concretizados.
Até quando eu me sentir segura para pisar de novo, de preferência na elegância de um salto alto, e enfrentar o que está vindo e continuará a vir permanecerei nessa considerada não-vida em pura reflexão de mim sobre mim, sem jamais consultar ninguém mais além de meu coração, mente e corpo.