domingo, 19 de setembro de 2010

Sorte

Sorte a minha que já passei por isso diversas vezes, sorte a minha que já previ o fim de todas as minhas histórias. Sorte que já é mais fácil deixar as pessoas pelo caminho, não por minha escolha, mas o destino quis assim e quem sou a lutar contra contra o que está escrito?
E eu sigo, igual. Minha fase de mudanças ou melhor, de adaptação ao que se segue como padrão em minha história pessoal já passou. Pode vir, pode vir o que vier que eu sei muito bem como lidar. Pode bater no peito que eu aprendi a rebater e seguir. Cada um do seu lado, eu fazendo meu caminho com o que tenho e ninguém mais tira. Ninguém mais leva. Essa sou eu,  o que sobrou aqui não pertence a mais ninguém, além de mim.
Nada me acrescenta , mas nada me derruba mais. Eu ainda sou jovem, mas sei quais experiências me aguardam e as que não. "Love and to be loved" não terá espaço no livro da minha vida.
Ele é escrito por mão única, em linhas paralelas que jamais cruzam-se.

sábado, 7 de agosto de 2010

Dream, dream, dream

Quando eu era só uma uma menininha, com idade para ler só contos infantis de garotas que queriam ganhar um par de asas, sonhava com uma vida de casinha de bonecas. Casar, ter filhos e envelhecer rodeada de crianças e cheirinho de naftalina. Mas quando eu me dava conta do real significado daquele "sonho" eu me assustava, porque eu tinha medo que ele realmente chegasse um dia.
Veio aquele primeiro amor, com cheiro de tempestade de verão e eu realmente me apavorei. Já era o primeiro passo, afinal após me apaixonar eu deveria começar a planejar "aquilo", sabe né, com quantos anos me casar e quantos filhos iria querer ter com o sortudo escolhido. Eu , aos 14 anos tive meu primeiro surto, sentia meu estômago saltar e um leve enjoo sempre que me ocorria. Não havia o que temer, se todo mundo sonha com isso, sobrevive e é feliz assim então qual era o meu problema?
Foi então que me dei conta, não em seguida, mas só quando o amor passou, que se todo aquele plano comum me mortificava era porque esse sonho não era meu, não me pertencia. Eu tinha um sonho emprestado e que nem sequer me servia! Nós não devemos temer nossos sonhos, uma vez que eles deveriam ser do nosso tamanho e optar por vivê-los, simplesmente natural. Crescer é gratificante, passamos a nos conhecer e a eliminar ideias que nossos pais, familiares plantam em nossas mentes. Conhecer verdadeiramente seu sonho, é o primeiro passo para desejar uma vida feliz apesar dos tropeços, dos machucados adquiridos e da grande escalada que é viver.
Meus doces sonhos talvez não incluam marido e filhos e tenham mais a ver com as minhas conquistas, que planejei pra mim. Mas isso não me impede de esperar por um cara, que me tiraria o ar, só que neste caso ele não precisará construir um castelo pra mim. Ele pode ser perfeito e ter saído de um conto-de-fadas, mas meu castelo já foi construído inteiramente por mim.

domingo, 20 de junho de 2010

Menina, mulher, menina...

Não sei em qual parte eu me perdi ou me descobri. Mas a menina que sempre tinha um sorriso brilhante e procurava um motivo para brincar e deixar tudo mais leve, se transformou em mulher. Não me dei conta, não sei dizer qual fato mais marcante e porque ocorreu essa mudança. Só que hoje, a mulher que vive em mim não aprova a menina inconsequente do passado. E a menina do passado jamais iria se conformar se soubesse que se tornaria essa adulta tão prática, fria e que se esqueceu dos sonhos. Esqueceu aquela ideia romântica de amar. Enterrou o que considerava essencial para seguir em frente e tornar-se, olha só que ironia, mulher!
A pequena garota que sonhava um dia ser uma mulher forte e intensa, foi engolida pelo mundo. Engolida pela hostilidade das pessoas, pela ironia que transformou-se viver. Viver pra quê? Tudo isso levará aonde?
A experiência comprova, não adianta planejar. Mais um desvio da vida e estou no chão outra vez. Pra conseguir seguir em frente, orgulhosamente em frente, tive que abrir mão de uma menina que vivia em mim e que pode ter morrido ou está apenas adormecida. E esse é meu maior medo, se um dia ela despertar , como vou explicar pra ela toda essa lama que se transformou viver?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Portas

Algumas pessoas são tão fáceis de serem tratadas com indiferença que vem naturalmente, quase como respirar. Em compensação há o outro lado, pessoas que tudo o que quis seria poder amá-las, mas por um erro do destino fui obrigadas a plantar o ódio no lugar do amor. Foi e continua sendo a tarefa mais difícil de todas, praticamente impossível criar sentimentos nada amistosos, mesmo que tenham vozes vindas de todos os lados, até mesmo de dentro de mim mesma, sabendo que é o certo. Que o orgulho e o amor-próprio dependem dessa virada de mesa.
Mesmo assim, eu fico sempre esperando pelo pedido de desculpas, buscando a reason why, deste tropeço. Tive muitas mágoas ao longo da minha curta vida até agora, mas meu coração ainda luta para tentar alimentar sentimentos inadequados. Tanto para a raiva quanto para o que é gostar. Meu coração joga no time do contra, odeia por pouco, ama por demais.
Daria tudo para várias vezes, tem deixado a raiva para trás com um sorriso no rosto e voltado ao "como era antes". Dói se enganar com as pessoas, mas às vezes é pior reverter sentimentos, uma vez sentido não deveria ser preciso mudá-lo.
Uma vez que abrimos as portas do coração para um seleto número de pessoas adentrarem é torturante ter que abrir essa porta pelo de dentro e expulsar alguém quando já está instalado. Mas mesmo assim não o deixo de fazer, nada me assusta mais, miro no orgulho e vou!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Acho que ...

Quem procura encontra. Ou acha que encontra. Acha que deve vasculhar a vida do outro sendo que nunca, jamais pôde exigir nada e se frustrar quando encontra o que não queria ler nas entrelinhas das ideias. Acha que o mundo te devora depois de passar 05 segundos vivendo no País das Maravilhas e quando volta cai por terra no seu menor tamanho, esmagada e diminuída por um turbilhão de expectativas e sentimentos.
No mundo real é melhor exterminar as sensações e trocar o coração por qualquer objeto que dê menos trabalho.E a cabeça velha aliada do coração deve enterrar os pensamentos que despertem este traiçoeiro órgão humano.
Eu sei o meu lugar, sei para onde a vida me levará, mas já não tenho medo que a cada passo a frente eu me afaste de você. Por mais que eu goste de achar que minha evolução me traria você. Eu jamais te terei ao meu lado, mas nunca achei que precisei disso.

domingo, 9 de maio de 2010

Isn't it ironic?

Faz-me rir e me envergonha a ponto de deixar meu rosto corado, as histórias que a minha mente fantasiosa cria. Todas aquelas historinhas de faz-de-conta, programadas para darem errado na vida real, a ironia dominando todos os meus pensamentos e extrapolando meus instintos de me proteger justo de você.
Toda a armadura que eu visto quanto estou perto de você é despida sem nenhum pudor pela minha cabeça quando estou longe do seu alcance. #Isn't it ironic?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Eu te proíbo pegar na minha mão, alisar meu cabelo, sussurrar no meu ouvido ou qualquer outra demonstração explícita de carinho. Se você não quer me torturar ainda mais, não me exponha dessa forma. Não deixe que eles percebam o quanto você me faz bem e o quanto sou feliz perto de ti. Porque eu sei que você vai embora e quando você partir eu não quero que os outros saibam o que eu perdi.
Eles descobrirão minha insegurança, incompetência e o quão orgulhosa eu fui quando não tive forças para te manter ao meu lado.
Os outros poderão me olhar e ver o íntimo da minha dor.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Banida

Eu sei que não sinto o que deveria sentir. E à uma hora dessas minha listinha com as resoluções para 2010 estão se retorcendo no fundo da minha gaveta.  Eu jurei para evitar sofrer, que só voltaria a pensar nele quando fosse boa o  bastante pra ele. Pois é, ainda não sou e nem sei se algum dia serei. Mas a ideia de tê-lo ao meu redor, me leva a imaginar mil formas de encontrá-lo.
Sei também que o dia em ele voltará a me querer nunca vai chegar. Dias em que eu fui dele não vão voltar, porém é essencial pensar ou esperar, assim como é  indispensável o ar para respirar para poder seguir com o que as pessoas chamam de vida. Na maior parte do tempo eu busco um sentido para a vida da qual fui banida.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Não dá

Parece que algumas situações não foram feitas para enquadrar-se no meu padrão de vida. A felicidade de sentir-se completa, encontrar alguém que preencha uma necessidade que a gente não sabe o que é mas só aumenta com a idade. Sabe quando um pensamento/ideia é tão, tão, tão distante que você tem plena consciência de que por mais que grite, chore, esperneie não irá concretizar-se?
Ou será que eu ando sonhando demais?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Inverno

Parece que meu inverno está chegando. Meu corpo, mente e espírito estão querendo abrir mão desse estilo de vida sem chão, sem coração. Mas a falta de costume com uma vida mais pacata, mais minha, menos dos outros, me deixa sem saber por onde começar.
O que é necessário para se obter um pouco de paz? O que meu corpo realmente precisa para quando a noite chegar ele não ficar remexendo na cama como uma criança inquieta que a mãe colocou no castigo? Essa imposição de querer sempre mais sem ter, de encontrar sem buscar, de não sentir mesmo tendo um coração.

sábado, 3 de abril de 2010

Heaven or hell?

O que é pior, nunca ter estado nem perto do céu ou tê-lo alcançado e ser expulso 05 minutos depois? Estamos acostumados a imaginar e querer que a vida nos dê mais do que já possuímos no presente e que acomodar-se é o mesmo que abrigar-se no fracasso.
Mas e momentos que foram tão perfeitos, que poderiam ter parado o tempo? Como reagir à eles?
Quando você prova o que é o céu, como ele pertence à você, como você foi feito para curtir e ser feliz nessa vida, como é que você lida ao voltar para o vazio que sempre foi tipicamente seu?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Essencial

O que me impulsiona, o que me faz ser o que sou? Será que quando sou eu que passo por determinada situação devo ser julgada diferente? O julgamento é o pior erro que o ser humano pode cometer, já que ninguém conhece sua essência.
Ainda não descobri qual é minha essência, se no final das contas desejo ser o joio ou o trigo. Conheço apenas um lado meu. Há um lado em mim que ainda não foi totalmente tocado e desenvolvido. Uma única vez que ele tentou se mostrar, no auge da minha inocência, tive que matá-lo e foi a escolha mais fácil que fiz na minha vida. Algumas pessoas nos mostram que existem sentimentos que nem pensamos em sentir e ações que nem pensamos em cometer e depois quando elas se vão, levam embora também toda a coragem que tivemos para ser o que éramos quando ela estava por perto.
E é essa sobra que é nosso essencial, aquela parte nossa que deverá manter-se intacta para sobreviver. O EU mais íntimo que conhecemos, que se torna mais forte cada vez que alguém parte. É uma força que você descobre quando está sozinho, sem nenhum fdp em seu pensamento. É o que já veio com você, desde que nasceu, mas que às vezes não vê ou sente, isso sim é essencial.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Acabou

Sempre te imaginei como o que houve de melhor comigo. E eu que sempre tive que aprender a conviver com o sentimento de conformidade. Afinal de contas, para não me machucar primeiro de tudo precisei aceitar minha condição. A condição imutável de que nada, nem ninguém que eu queira pra mim fica ao meu lado por muito tempo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A espera

Como é a sensação quando se tem, mesmo que por um pequeno instante, aquilo tudo que vemos nos filmes? Aquelas cenas de aeroporto (idas e partidas) , reencontro ao puro acaso e ter a pessoa certa, na hora certa e no lugar certo. Quando foi a última vez em que o destino te deu aquela forcinha?? Quando foi a última vez em que o universo conspirou a seu favor? É estranho quando nenhum dos momentos citados tragam algo de mim. Parece que sentei em frente à TV para assistir o jogo de um time já desacreditado entrando em campo, mas é obrigado a aparecer e está lá porque não pôde escolher um outro lugar.
Eu me esconderia da vida se fosse possível e não faria parte desse jogo sujo que se transformou viver. Não esperaria por um favor do universo e nem faria de tudo para que o universo me notasse. Não me importaria com a maquiagem borrada (isso quando usasse!), com a roupa que te chamará mais a atenção, o cabelo que te incita a tê-lo entre seus dedos. Mas é assim, mesmo sabendo que vou perder, eu entro em campo e faço do encontro ao acaso algo programado. Hoje você é o meu universo e sendo universo nem sequer me nota.

domingo, 28 de março de 2010

Encenando

Esta noite fui premiada com uma sorte com a qual não estou acostumada. Você me visitou em sonhos. Engraçado isso, quanto mais eu tento te tirar de meus pensamentos mais você invade meus sonhos, me tira o fôlego, o chão e me deixa sem saber em qual dimensão ou realidade eu estou.
Mas tranquilize-se, em minha vida não há espaço para que eu sinta uma paixão por você. Claro que isso não é paixão, muito menos amor. É somente uma cisma minha, uma carência que acabei projetando a solução em você. Pelo jeito como me chama, os apelidos que me dá, porque vez ou outra te vejo distante e intocável até mesmo pra mim. E eu crio uma certa fissura/obsessão com o que não pode ser atingido. Eu almejo o que não possuo (e que nem sei se quero que seja meu realmente) e que não foi feito pra mim. Seu estilo de vida, charme, inteligência não são do tipo que meu gene foi programado para conviver.
Tanta negação é no fundo uma grande encenação, afinal quer saber? Eu abriria mão de tudo, minha vida, meus conceitos e me adaptaria toda a você. Traria de volta uma mulherzinha que poderia muito bem ter vivido nos moldes da perfeição feminina para o século XIX.
Mas os tempos são outros, e é no século XXI em que vivo. Hoje é necessário censurar-se para o amor. Mulher tem que ser mulherão, tem que dar medo nos homens, tem que ser auto-suficiente e entender até de mecânica. E assim na era da tecnologia, das grandes cidades, a maior selva de pedras está bem aqui, e é meu coração. Exceto enquanto durmo.